
O rio que fazia uma volta atrás de nossa casa era a imagem de um vidro mole que fazia uma volta atrás de casa.
Passou um homem depois e disse: Essa volta que o rio faz por trás de sua casa se chama enseada.
Não era mais a imagem de uma cobra de vidro que fazia uma volta atrás de casa. Era uma enseada.
Acho que o nome empobreceu a imagem.
(Manoel de Barros)
traço um caminho a partir do rio que faz uma volta atrás de minha casa até chegar aonde executamos a oficina mapeio o caminho por onde passo são ruas becos calçadas bueiros sempre acompanhando o caminho do rio meu caminho do rio e seus nossos encontros desencontros são córregos fétidos rio sujo são pneus potes garrafas esgoto desgosto passamos [ eu ] principalmente ou melhor verdadeiramente o rio por pontes bairros pessoas monumentos somos históricos e contemporâneos e sofremos a degradação de nossa história da falta de saneamento e do cuidado e do excesso do escoamento da sujeira produzida pelos homens [eu também] e termino meu mapeamento de baixo da ponte dos suspiros a aonde já não é tão possível suspirar
queria que o rio que faz a volta atrás de minha casa fosse a imagem de um vidro mole que faz uma volta atrás de casa... Ou pelo menos uma enseada
Paulo Maffei
ques caminhos percorrer naturalmente? Ques caminhos me levam Ouro Preto além do acaso fétido de encontros maravilhosos. Coisas fantásticas já não têm o mome de coisas mas de pessoas que secruzam e permeiam morte e vida na água que BEBEMOS.
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